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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Call of Duty: Modern Warfare 3' chega às lojas com expectativa de bater recorde de venda de games


Vendedor exibe cartaz de Call of Duty: Modern Warfare 3 em loja de Nevada, Estados Unidos, durante esta madrugada. Foto: AFP
RIO - Em termos de histeria, o mundo dos games tem um equivalente ao que representa o lançamenm iPad para os applemaníacos: a chegto de uada às lojas de um novo título de "Call of Duty", o jogo de tiro em primeira pessoa de maior sucesso na história. E esta terça-feira é um desses dias, pois marca o lançamento mundial de "Modern Warfare 3", o oitavo jogo da franquia da Activison.
Tal qual Apple Stores, 13 mil lojas abriram excepcionalmente à meia-noite em vários países para receber milhões de fãs ansiosos pelo novo "Call of Duty". Espera-se que com "Modern Warfare 3" aconteceu como com as últimas versões da série, que bateram o recorde de vendas da indústria dos games na estreia. A expectativa é que o game venda seis milhões de cópias em 24 horas. O título anterior, "Black Ops", vendeu 5,7 milhões de unidades na estreia. A IHS Screen Digest prevê que o jogo lançado hoje chegue à marca de 20 milhões de cópias antes do fim de 2011, gerando mais de US$ 1,2 bilhão em receitas para a produtora.
No Brasil, o jogo chega ao varejo a partir da quinta-feira, dia 10, informou a Neoplay, que distribui a franquia no país. O game custará R$199,90 para Xbox 360 e PS3, R$189,90 para Wii e R$ 119,90 para o portátil Nintendo DS. Em algumas cidades haverá eventos especiais na quarta-feira antecipando a chegada de "Modern Warfare 3". A Saraiva MegaStore do Morumbi Shopping, em São Paulo, sediará palestras de Alejandro Gil, artista-chefe do estúdio Sledgehammer, que desenvolveu o jogo, e de John Dilullo, diretor de vendas da Activision para a América Latina, a partir das 20h.
O jornal 'Guardian' deu nota máxima para o jogo e o site Venture Beat disse que "Modern Warfare 3" traz 'ação suficiente para dez filmes de guerra'.
A campanha single-player de "Call of Duty: Modern Warfare 3" conta a história da invasão de Estados Unidos e Europa por terroristas ultranacionalistas russos. O enredo parte de onde o número anterior parou em 2007, com as forças especiais caçando o vilão Vladimir Makarov pelos dois continentes. O jogo terá um novo "Modo de Sobrevivência" cooperativo, em que um ou dois jogadores enfrentarão onda após onda de inimigos; e no modo multiplayer diferentes tipos de missões valerão mais pontos. Diferentemente dos outros títulos da franquia, os games da linha "Modern Warfare" se passam nos dias de hoje, não na Segunda Guerra nem na Guerra Fria.
- Os grandes atrativos do "Modern Warfare" são a continuação da história, que tem tudo para redundar numa III Guerra Mundial, e o foco no modo multijogador - disse ao GLOBO Arthur Protasio, coordenador de Game Studies do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV.
Demissão de fundadores do estúdio levou a debandada de profissionais
A produção de "Modern Warfare 3" foi marcada por polêmica. O desenvolvimento precisou do reforço de equipes da Sledgehammer Games, depois que vários funcionários da criadora da franquia, a Infinity Ward, debandaram após a Activison ter demitido os fundadores da produtora em 2010. A empresa acusou Jason West e Vincent Zampella de má administração e de negociar com empresas rivais. Após a demissão, os dois fundaram a Respawn Entertainment, que fechou contrato de distribuição com a Electronic Arts (EA), concorrente direta da Activision. E foi justamente a Respawn que acabou tirando dezenas de funcionários da Infinity Ward. Atualmente, Activision e West e Zampella estão se processando mutuamente.
A disputa fica mais apimentada com o fato de a EA ter lançado há apenas três semanas "Battlefield 3", fazendo com que os dois principais jogos de ação da indústria duelem simultaneamente pelas atenções nas prateleiras. "Battlefield 3" vendeu "apenas" cerca de cinco milhões de cópias na primeira semana - menos do que "Modern Warfare 3" espera vender no primeiro dia -, mas estabeleceu o novo recorde da EA e deve impactar de alguma forma as vendas do rival.
Outra polêmica diz respeito ao conteúdo. Como outros títulos da série, "Modern Warfare 3" tem cenas que chocam. Além de uma Nova York dilacerada que ecoa o 11 de setembro e da Torre Eiffel em chamas, o título mostra, em Londres, a morte de uma criança e seus pais na explosão de uma caminhão-bomba.

Também chamou a atenção da imprensa e dos fãs de "Call of Duty" o vazamento do jogo antes do lançamento desta terça-feira. Na semana passada, algumas lojas começaram a vender por engano o novo título, que tem o Xbox Live, da MS, entre as plataformas suportadas. Ao perceber que alguns jogadores já estavam mandando brasa nos cenários de guerra do "Modern Warfare 3" no Xbox, o diretor de Políticas de Segurança do Xbox Live na MS, Stephen Toulouse, entrou em contato com a Activision e avisou num tweet que, mesmo comprado legitimamente, o game não estava liberado para o Xbox antes da data oficial de lançamento. "A versão pré-lançamento de 'Call of Duty: Modern Warfare 3' ainda não foi liberada para ser jogada", escreveu. "Por favor, sejam pacientes! Jogar antecipadamente sem autorização pode ter impacto na sua conta!"
Algumas das cópias vendidas antes do prazo foram parar no site de leilões eBay, sendo oferecidas por mais de US$1,5 mil (o preço sugerido do game é US$57). Depois, num comunicado ao site especializado Gamasutra, a Activision disse que não tinha intenção de banir nenhuma cópia genuína do game.
Na França, ação orquestrada para roubar caminhões com cópias do jogo
Mas o quiproquó foi só o início. Milhares de cópias do jogo foram roubadas no último fim de semana na França em dois assaltos. O prejuízo estimado foi de cerca de 700 mil (aproximadamente R$1,68 milhão).
Segundo agências de notícias franceses, no primeiro ataque, dois carros fecharam um caminhão que transportava uma carga com seis mil unidades do jogo numa rodovia próxima a Paris. Mascarados e armados com facas e bombas de gás, os bandidos renderam o motorista e levaram o caminhão.
Um outro caminhão que entregaria os jogos numa loja em Yvelines, também na capital, foi levado por três assaltantes armados. Não foi divulgada a quantidade de cópias levadas.
- Ironicamente, essa história do assalto parece até uma ação de marketing do próprio game - disse Arthur Protasiom da FGV. - E quanto ao uso antecipado, não creio ser o caso de penalizar o consumidor, já que o erro foi das revendas.
Controvérsias à parte, quem jogou "Modern Warfare 3" gostou muito. No site agregador de críticas Metacritic, a versão do game levou nota 90, na versão para Xbox 360, e 88, para PS3. O jornal "Guardian" deu nota máxima para o jogo e o site Venture Beat disse que "Modern Warfare 3" traz "ação suficiente para dez filmes de guerra". Veja o trailer do jogo no Youtube .


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2011/11/08/call-of-duty-modern-warfare-3-chega-as-lojas-com-expectativa-de-bater-recorde-de-venda-de-games-925753476.asp#ixzz1dEm3AUzr 
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